TEMA DE REDAÇÃO | A responsabilidade do Estado e da família no bem-estar dos idosos

A partir da leitura dos textos de apoio abaixo, escreva uma dissertação na qual você argumente sobre o seguinte tema: A responsabilidade do Estado e da família no bem-estar dos idosos. Caso julgue necessário, busque outros textos de apoio.

Não deixe de fazer o seu brainstorm -> esqueleto -> rascunho.

Se você está preparando para o ENEM, o ideal é que escreva a sua redação com base nas instruções abaixo, extraídas/adaptadas da prova de 2018:

  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
  • O seu texto deve ter entre 7 e 30 linhas. Menos que 7 torna o texto “insuficiente”.
  • Cuidado para não fugir ao tema e não deixe de atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  • Cuidado para não apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

 

TEXTOS DE APOIO

Texto 1

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), idoso é todo indivíduo com 60 anos ou mais. O Brasil tem mais
de 28 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que representa 13% da população do país. E esse percentual tende a dobrar nas próximas décadas, segundo a Projeção da População, divulgada em 2018 pelo IBGE.
Para que os idosos de hoje e do futuro tenham qualidade de vida, é preciso garantir direitos em questões como saúde,
trabalho, assistência social, educação, cultura, esporte, habitação e meios de transportes.

(Camille Perissé e Mônica Marli. “Idosos indicam caminhos para uma melhor idade”. https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. 19.03.2019. Adaptado)

Texto 2

Ver uma pessoa com mais de 60 anos ter prioridade na fila do supermercado, de bancos, no ônibus ou em outros locais
se tornou mais comum no país. Por vezes ainda desrespeitado, o direito dos idosos em diferentes serviços ficou amplamente conhecido depois do Estatuto do Idoso, criado em 2003.
A partir do estatuto, negligência, discriminação, violência de diferentes tipos, inclusive a financeira, e atos de crueldade e opressão contra o idoso foram criminalizados e hoje são passíveis de punição. O estatuto também aumentou o conhecimento e a percepção dos idosos sobre seus direitos. “O idoso hoje sabe que não pode ser uma voz passiva, que tem direitos assegurados, isso está muito mais disseminado pela população como um todo. E não é só em relação a ter preferência na fila ou ter uma vaga para encostar o carro. Isso melhorou, mas acho que esses cidadãos se sentem mais empoderados e cientes dos seus direitos”, diz Alexandre Kalache, epidemiologista especializado em envelhecimento.

(“Estatuto do Idoso completa 15 anos; especialistas apontam conquistas e pontos a melhorar”. https://gauchazh.clicrbs.com.br. Adaptado)

Texto 3

Só um por cento dos idosos vivem nas chamadas instituições de longa permanência, o que costumamos entender como
asilos e assemelhados. A economista Ana Amélia Camarano resume a situação assim: “O idoso frágil, pessoa com o grau mais elevado de dificuldade na vida diária, aquele que não vai ao banheiro sozinho, que não come sozinho, que não toma banho sozinho, constitui em torno de 15% da população idosa – quase 4 milhões de brasileiros. Mas não há nenhuma política específica para esse grupo. Cerca de cem mil moram em asilos ou casas de repouso. Quer dizer: são as famílias que estão cuidando ou descuidando dos outros 3,9 milhões. Sem nenhuma ajuda. É claro que o governo não tem condição de assegurar o acolhimento de todos em instituições, mas tampouco ajuda as famílias que cuidam de seus idosos. E, por isso, muitas mulheres, pois geralmente são as mulheres que assumem essa tarefa, têm de deixar o trabalho para poder cuidar ou do marido ou do pai.”

(Paulo Markun. “É hipocrisia entregar só à família a missão de cuidar dos idosos”. https://emtempo.blogfolha.uol.com.br. 05.03.2019. Adaptado)

 

Boa produção!

Um abraço,
Equipe Redação Nota Dez

 

 

* Tema da prova de redação da PMESP 2019 (Aluno Oficial).

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