TEMA DE REDAÇÃO | Suicídio policial

Leia atentamente os textos de apoio abaixo acerca do seguinte tema: Por que os policiais se matam e como resolver este problema? Feito isso, escreva um texto dissertativo no qual você argumente sobre o seu ponto de vista. Busque outras leituras, caso julgue necessário.

Não deixe de fazer o seu brainstorm -> esqueleto -> rascunho.

Se você está preparando para o ENEM, o ideal é que escreva a sua redação com base nas instruções abaixo, extraídas/adaptadas da prova de 2018:

  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
  • o seu texto deve ter entre 7 e 30 linhas. Menos que 7 torna o texto “insuficiente”.
  • cuidado para não fugir ao tema e não deixe de atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  • cuidado para não apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

 

TEXTOS DE APOIO

Texto 1

Os estudos nacionais e internacionais mostram que os policiais morrem mais na folga. E é mais fácil um policial morrer de suicídio em São Paulo do que ser morto em confronto. Por um lado, os dados revelam um lado bom da instituição. Ela tem um conjunto de procedimentos padrões, de técnicas. Mostra o quanto a instituição é treinada para enfrentar os confrontos. O que sei é que o policial morrer menos alvejado em combate significa que é mais bem treinado e que existe uma política institucional que o protege. Agora, morrer mais por suicídio mostra uma fragilidade. Para as instituições de segurança pública no Brasil o suicídio não é uma questão de saúde pública. Se há tantos policiais morrendo por suicídio, o que acontece com esses homens? O que acontece em suas vidas profissionais que os tornam tão vulneráveis? [Leia o texto completo]

Fonte: O recorde de suicídios de policiais em SP. E o tabu sobre a questão / Nexo Jornal

Texto 2

Além do risco de morrer em combate, policiais também têm uma chance maior de se suicidar. Longas jornadas de trabalho, afastamento da família, desvalorização profissional e falta de acompanhamento psicológico contribuem para que isso ocorra.

Lançado no final de março [de 2016], o livro “Por que Policiais se Matam?”, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (Gepesp) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro em parceria com a PM fluminense, aponta que policiais militares do Rio de Janeiro tiveram em 2009 uma chance 6,6 vezes maior de cometer suicídio do que a média da população do Estado. O problema se repete em outras polícias do país, mas é um tabu. E a falta de notificação dos casos sugere que é ainda mais grave, aponta o trabalho.

(…)

Uma das principais dificuldades para lidar com o problema do suicídio policial é o tabu ao redor da questão. Policiais militares com problemas emocionais ou psiquiátricos sofrem preconceito, e o suicídio é tratado como uma vergonha dentro e fora das polícias. “A própria família tem vergonha, independente de ser policial ou não”, disse ao Nexo Dayse Miranda, organizadora do livro “Por que Policiais se Matam?”. Admitir o suicídio também envolve uma questão econômica. Quando um policial morre em combate, sua família recebe uma pensão equivalente à aposentadoria completa. Já famílias de policiais suicidas recebem a pensão relativa ao tempo durante qual o policial trabalhou. Elas também não ganham seguro de vida. A pesquisa obteve relatos de colegas que alteraram as cenas em que policiais suicidas foram encontrados mortos como forma de maquiar o que ocorreu. Outros se expõem excessivamente em combate, uma forma de morrer maquiando os próprios suicídios. [Leia o texto completo]

Fonte: Estresse, tabu e hierarquia: por que os policiais se matam / Nexo Jornal

Texto 3

“As políticas de segurança pública não incluem a saúde mental dos agentes e militares. Percebemos que esses profissionais, de maneira geral, vivem à margem dos programas existentes na área. Os resultados do estudo coordenado por nós mostram que 80% dos policiais não se sentem reconhecidos pela sociedade nem pelos seus superiores. Para o poder público, o investimento é só material: na compra de viatura e na construção de quartéis e delegacias. Os governantes não enxergam o policial como ser humano, por isso ele se sente cada vez mais descartável e adoentado.” – Dayse Miranda**

(…)

Entre 1999 e 2018, cometeram suicídio 47 agentes e delegados da Polícia Federal. Se fosse um país, a instituição estaria nas primeiras posições do ranking de suicídios, considerando a quantidade de óbitos dessa natureza proporcionalmente comparada ao efetivo, de acordo com o estudo O Trabalho e a Saúde dos Policiais Federais: Análise Clínica do Prazer e do Sofrimento, encomendado pelo Sindicato dos Policiais Federais no DF (Sindpol/DF) a duas psicólogas da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, são 5,8 suicídios a cada grupo de 100 mil habitantes. Somente na PF, a média sobe para 36,7. No mundo, 14 pessoas se matam a cada 100 mil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Estresse, desestímulo, jornada excessiva de trabalho e perseguição eram queixas presentes nos discursos de agentes e delegados da corporação que decidiram colocar um ponto-final à própria existência. [Leia o texto completo]

** Dayse Miranda é socióloga, doutora em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Fonte: Quando a polícia adoece / Metrópoles

Texto 4

Quando a polícia adoece | Metrópoles

Texto 5

É preciso, ainda, considerar que muitos policiais estão sob chefias que possuem pouco preparo durante a sua formação para serem líderes de verdade. Há, ainda, uma diferença entre aquilo que se ensina no banco das Academias de Polícia e aquilo que se ensina nas subculturas policiais onde o estilo de liderança autoritário e agressivo é valorizado, especialmente em algumas áreas da PM. Policiais ainda estão imersos em uma cultura masculina onde dor e sofrimento deve ser a todo custo escondido. Também é muitas vezes mal visto nas polícias procurar auxílio psicológico, visto por alguns como coisa de fracos ou de quem quer fugir do trabalho. [Leia o texto completo]

Fonte: O drama do suicídio de policiais / Estadão

Texto 6

“Por que os policiais se matam?” [livro] propõe dois tipos de intervenção para redução do risco de suicídio entre policiais. Uma de cunho geral, com palestras, gestão de pessoal (revisão das escalas de trabalho), gestão de logística (melhores locais para refeições e alojamento), formação e treinamento; e outra mais específica, voltada para o atendimento do policial em situação de risco.

Entre as estratégias específicas está a criação de um protocolo sobre como lidar com um potencial suicida, considerando os níveis de risco. Outro ponto importante é o alerta sobre o uso de arma de fogo. Em casos extremos, em que o policial for considerado de alto risco de cometer suicídio, pode-se providenciar para que sua arma seja recolhida.

“Retirar a arma de um policial não é simples, principalmente no caso de um policial doente. Outra dificuldade é que não há uma regra que defina em que circunstâncias de se acautelar a arma de fogo”, afirma Dayse Miranda. [Leia o texto completo]

Fonte: Por que os policiais se matam: pesquisa traz números e relatos de suicídios de PMs / BBC Brasil

Texto 7

O Fantástico fez um levantamento de como anda a saúde mental dos policiais militares no Brasil todo, focando principalmente naqueles que trabalham diretamente com conflito. E descobriu que pelo menos 43 PMs são afastados por dia por transtornos psiquiátricos. Um dado preocupante, ainda mais em uma profissão cuja missão é proteger o cidadão. [Assista a reportagem completa]

Fonte: No Brasil, pelo menos 43 PMs são afastados por dia por transtornos psiquiátricos / Fantástico – G1

 

Boa produção!

Um abraço,
Equipe Redação Nota Dez

 

* A imagem utilizada nesta postagem foi extraído do site BBC Brasil.

 

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