TEMA DE REDAÇÃO | O Brasil recebe os refugiados de forma adequada?

A partir da leitura e reflexão sobre os textos de apoio abaixo, escreva um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas no qual você discorra sobre o seguinte tema: O Brasil recebe os refugiados de forma adequada? Caso julgue necessário, busque leituras adicionais.

Não deixe de fazer o seu brainstorm -> esqueleto -> rascunho.

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Se você está preparando para o ENEM, o ideal é que escreva a sua redação com base nas instruções abaixo, extraídas/adaptadas da prova de 2018:

  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
  • O seu texto deve ter entre 7 e 30 linhas. Menos que 7 torna o texto “insuficiente”.
  • Cuidado para não fugir ao tema e não deixe de atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  • Cuidado para não apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

 

TEXTOS DE APOIO

Texto 1

Em março de 2015, cinco meses antes da imagem do corpo do menino Aylan Kurdi, de três anos, estirado nas areias da
praia de Bodrum, dar um tapa na cara da humanidade, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, o português
Antônio Guterres, classificou a guerra civil da Síria como “a pior crise humanitária da nossa era” — ou pelo menos a mais grave pós-Segunda Guerra. Em quatro anos e meio, o conflito insano que destruiu o país árabe deixou mais de 250000 mortos e espalhou 4 milhões de refugiados pelo mundo. Do grupo que arriscou cruzar o Atlântico rumo às Américas, a maioria desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Fonte: Nicole Fusco e Talyta Vespa, Recomeço: a vida dos refugiados sírios em São Paulo. www.veja.abril.com.br, 13.09.2015. Adaptado

Texto 2

Gode Frija Mbombo Biduaya, 58 anos, deixou o Congo devido a perseguições políticas sofridas pela família. Chegou ao
Brasil com a esperança de reconstruir a vida, e já possui protocolo de refúgio, CPF e carteira de trabalho. Fala português, procura emprego e vive no Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes da prefeitura de São Paulo (CRAI-SP).

O lugar em que Biduaya mora possui capacidade de abrigar 110 pessoas, entre homens, mulheres e crianças. A maioria
dos moradores é do Haiti, imigrantes que possuem visto humanitário. Entre os refugiados, o número predominante é do Congo, mas também é possível encontrar pessoas de Angola, Senegal, Bolívia, entre outros. Não há um tempo determinado para que o imigrante fique no CRAI-SP, mas a ideia é que ele permaneça o necessário para conseguir se manter.

Inaugurada em 2014, a área de Referência do CRAI-SP oferece atendimento geral, apoio jurídico, apoio psicológico, cursos e oficinas. A equipe é capacitada para atender em seis idiomas (português, inglês, espanhol, francês, crioulo e árabe) e possui funcionários imigrantes que passaram por um processo seletivo realizado pelo Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), ONG responsável pela direção do local.

Fonte: Felipe Guerra, São Paulo cria centro de referência e acolhida para imigrantes. www.adus.org.br, 13.11.2014. Adaptado

Texto 3

O programador Ali*, de 34 anos, era um homem rico na Síria. Ganhava US$ 4 mil (cerca de R$ 15 mil) por mês, tinha carro e foi um dos melhores alunos da sua pós-graduação. “Aqui no Brasil, sou pobre”, conta ele, que se mudou para cá fugindo da guerra civil. Sem renda, a solução foi recorrer ao Bolsa Família. Assim como ele, cerca de 400 imigrantes sírios que vieram para o Brasil estão no programa, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O benefício médio do programa é de R$ 167 mensais por família.

O governo brasileiro, diferentemente de outros países, não tem um programa específico para refugiados que ofereça diretamente ajuda financeira a eles. Ali* diz que o dinheiro dá para comprar comida e fraldas. “Mas só para isso. O maior problema é pagar o aluguel”, diz ele. A reclamação de falta de apoio é comum entre refugiados sírios. Larissa Leite, da Cáritas-SP (uma entidade de promoção e atuação social), afirma que os valores do programa ficam abaixo da necessidade dos refugiados. “A inclusão de refugiados no Bolsa Família é positiva – sinal de que há um esforço em manter a igualdade. Mas essas pessoas precisam de apoio maior, porque não falam o idioma, não conhecem a realidade brasileira”, diz ela. “Não estamos defendendo qualquer tipo de diferenciação em relação à população brasileira. Mas, se o Brasil tem compromisso de proteção, essa proteção deve ser na área social também”, afirma.

*Ali: nome fictício

Fonte: Luiza Bandeira, Sem programa específico para refugiados, Brasil põe centenas de sírios no Bolsa Família. www.bbc.com, 14.10.2015. Adaptado

 

Boa produção!

Um abraço,
Equipe Redação Nota Dez

 

 

* A imagem desta postagem foi extraída do site HuffPost.

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